VAMOS CRIAR VIDA COM NOSSAS TiNis

A partir de agora, você vai entender  o que é uma TiNi e como criá-la na sua casa:  um espaço verde para brincar, aprender e vivenciar a natureza.

TiNis – Terra das Crianças:
um conto pra sonharmos JUNTAS E JUNTOS.

Antes de criar sua TiNi, leia o conto e descubra o segredo que outras crianças já descobriram!

Basta clicar no botão LER e usar as setas para navegar pelo conto. Você também pode OUVIR ou BAIXAR, para ler sempre que quiser.

TiNis: Terra das Crianças (capa do conto)

Todo mundo merece sonhar e ter a experiência
de contar e de ouvir histórias.

Desde sempre, quando ainda nem existia a contagem do tempo, já se contava histórias. Há quem diga que somos humanos justamente porque histórias contamos!

Só conseguimos manifestar aquilo que conseguimos imaginar. Com o poder da imaginação criamos e recriamos histórias e ajudamos construir nossa realidade.

Com a sabedoria do coração sentimos histórias. O coração ri, chora, aconchega, arrepia, grita, paralisa, ama: transforma. Brincando com nossas mãos, com nossos corpos, materializamos histórias!

Agora vocês vão escutar uma história que revela um segredo. Um segredo que é também um convite. Para a aventura de imaginar, sentir e criar uma TiNi: Terra das Crianças!

Gisele Bündchen

Era uma vez um reino distante, que talvez seja um lugar nem tão distante assim.

Era uma vez uma história que aconteceu muito tempo atrás, mas que bem poderia estar acontecendo neste instante.

Pois era uma vez e não era uma vez, será uma vez.
E é, muitas vezes agora, a história de um buraco sem fundo.

Sim, porque bem no miolo do lugar onde nossa história começa, da noite para o dia, sem mais nem menos, surgiu um buraco.

Imenso. Escuro. Misterioso.

As pessoas foram se aproximando, algumas mais ansiosas, outras bem cautelosas. Todas curiosas.

Os adultos protegiam as crianças com medo de que despencassem, mas elas escapuliam querendo espiar quem morava lá dentro. Da borda do buraco, começaram a chamar:

- Tem alguém aí?
- Aí, aí, aí...
As crianças perguntavam e a voz do Eco respondia:
- Oi?
- Oi, oi, oi...
- Olá?
- Olá, olá, olá..

Alguém jogou uma pedrinha, mas ninguém conseguiu ouvir o barulho dela tocando o fundo. Jogaram outra e outra e mais outra. Nada. Até que, de repente, uma criança gritou:

- É um buraco sem fundo de acabou-se o mundo!

E todas as crianças começaram a pular e festejar e falar juntas, numa espécie de torcida organizada e contagiante:

- Buraco sem fundo
de acabou-se o mundo!
Buraco sem fundo
de acabou-se o mundo!

Rapidamente o segredo se espalhou, de boca em boca.
Viralizou! Até que a ponta do fio da história chegou aos portões do palácio das autoridades. E entrou. Imediatamente mandaram fechar o buraco. Sem dúvida alguma, aquele mistério tratava-se de uma terrível ameaça...

Então, interditaram com um muro e uma placa onde estava escrito: PERIGO. E o buraco engoliu o muro, com placa e tudo.

Mas a história não acaba aí.

O tempo passou pela garganta do buraco, exalando seu bafo de perigo.

Pregaram tábuas para cobrir a boca do buraco.
Acontece que, durante a noite, ele engoliu as tábuas e escancarou a goela!

Desesperados, taparam com ferro e cimento, mas o buraco abocanhou tudo na madrugada. Impossível calar o buraco!

Definitivamente, aquilo só podia ser obra de magia.

Até que uma noite aconteceu o mistério dos mistérios: uma criança teve um sonho. E outra. E mais outra. Na verdade, todas as crianças daquele lugar tiveram o mesmo sonho.

Vocês já acordaram dentro de um sonho?

Pois elas acordaram. E se encontraram naquele sonho.
Onde, juntas, escutaram um canto:

Oí oí oí oí olá
Oí oí oí oí oí oí olá

O canto parecia sair de dentro do buraco sem fundo de acabou-se o mundo. Ou será que vinha da Lua cheia no céu que, como uma sábia avó, acalentava a Terra? Talvez fosse a música das estrelas...

De repente, num piscar de olhos de estrela cadente, as crianças viram sair da cratera do umbigo da Lua um cipó prateado!

Aquele cordão veio desenrolando, descendo e enrolando, desenrolando, descendo e enrolando, assim como um ioiô.
Imaginem só o que aconteceu: o umbigo de prata da Lua serpenteou, brincando, e entrou justamente na boca do buraco!

O cipó seguiu descendo por aquela fundura, durante um longo tempo, até que, por fim, começou a subir. Ou melhor, alguém veio subindo por ele! Era uma mulher.

De longe, as crianças acharam que ela tinha rosto de menina.

Foram se aproximando e viram que não, era rosto de moça. Quer dizer, olhando bem, era rosto de velha.

Chegaram ainda mais perto e vocês não vão acreditar: cada criança viu seu próprio rosto refletido ali. A face secreta daquela mulher era uma espécie de espelho mágico!

De seus olhos brotavam cristais, em um verdadeiro caleidoscópio de cores.

Dos braços dela pendiam frutas brilhantes e suculentas. Era coco, banana, abacaxi. Jabuticaba, amora, mexerica. Abacate, caju, buriti. A fruta que vocês imaginarem estava pendurada ali!

E ela dançava, ventando num rodamoinho de folhas! Enraizada nas veias profundas da Terra, balançava entoando o mesmo canto da Lua. De sua boca saía uma revoada de borboletas!

Seus cabelos eram um vasto jardim de flores. Rosa, lírio, jasmim. Camélia, orquídea, violeta. Todas as flores que puderem imaginar estavam lá, nos fios de capim daquela cabeleira sem fim.

Conforme a mulher dançava, tudo se entrelaçava! Era abelha bailando com girassol e maracujá, borboleta visitando margarida, beija-flor beijando hibisco, formiga carregando folha, jasmim-manga hospedando lagarta pintada, dente-de-leão pedindo carona ao vento, aranha tecendo véus de renda para a dançarina... Eram tantas coreografias!

E ela estava grávida. A cabaça redonda da sua barriga era um tambor d’água que tocava e jorrava, tocava e jorrava enquanto a fonte girava! Chovia, orvalhava. Aos poucos, na cadência do tambor, a roda dançante cirandeira foi clareando a noite inteira.

E parece que nas costas da mulher muitos bichos se escondiam, porque algumas crianças viram onça, tartaruga, vagalume, sagui. Outras descobriram lobo, baleia, cobra, libélula.

Acharam papagaio, morcego, preguiça, piaba! Era só imaginar o bicho, pensar onde, e lá estava ele, brincando de esconde-esconde!

As crianças ficaram encantadas, de boca aberta, mais aberta que a boca do buraco.

O Sol veio alegre como um pensamento bom, enquanto a Lua se despedia, doce como um sonho belo. Os dois se abraçaram na tenda do céu e, por um justo momento, suspenderam o tempo.

O Sol mirou lá embaixo a mulher que dançava, armou seu arco de fogo e lançou uma flecha luminosa que atingiu o coração dela!

A dançarina começou a gargalhar, alto e forte como um trovão. Cada gargalhada que soltava virava uma semente, e quando o ninho do seu coração ficou carregado de sementes, o dia raiou.

Em suas camas, as crianças bocejaram e se
espreguiçaram abrindo os olhos. O canto da noite
ainda ecoava, acompanhado por um despertador
que tinha som de risada! E não parava.

Ho hi ho hi ho hi ho hi ho ha
Ho hi ho hi ho hi ho hi ho hi ho hi ho ha

Procura daqui, procura de lá!
A risadinha disparada! Até que cada criança
encontrou, embaixo do seu travesseiro, uma semente risonha! Foi a coisa mais engraçada!

Ninguém entendeu como, mas da noite para o dia, sem mais nem menos, o buraco acordou coberto de terra. Uma terra fofa, úmida e acolhedora. Tinha minhoca, tatu-bolinha, centopeia.

Joaninha, besouro, gafanhoto. Uma verdadeira cama de folhas, com formigas, cogumelos e outros tantos seres minúsculos, aliados invisíveis...

Ninguém entendeu a transformação do buraco, mas agora as crianças sabiam. Eram guardiãs daquela TiNi: Terra de criar Vida, de recriançar. Elas tinham recebido o convite do buraco profundo do coração do mundo. Era tempo de criar sementes!

Ania foi a primeira. De repente, a menina sentiu a semente rodopiar na palma da sua mão, assim feito um pião! Ela conseguia até escutar a risada da semente que estalava!

No mesmo instante, por puro contágio de alegria, as outras sementes começaram a pular e dar cambalhotas, fazendo cócegas na concha das mãos da meninada. Impossível dizer quem ria mais, se as crianças ou as sementes. Ania plantou, toda contente. E fez a Terra gargalhar também.

Inspiradas pelo movimento da menina, as crianças foram plantando, percebendo o contentamento da Natureza ao tocar a terra. Seguiram cuidando, dia após dia, sentindo a emoção borboletear na barriga! E continuaram sonhando, sempre, e cultivando a imaginação fértil.

As crianças estavam felizes, pois sabiam que eram parte daquela TiNi. A Natureza estava feliz pois sabia que cresceria junto com aquelas crianças. Elas pertenciam à mesma família.
Porque Natureza é tudo que existe e que não é artificial!

Sim. Era uma vez, muito tempo atrás e ao mesmo tempo agora, recém-nascida: a Terra das Crianças.

Esta história ajuda a desenvolver, em meninas e meninos, a empatia ativa pela vida: a capacidade de contribuir para o bem comum, realizando ações diárias que geram bem-estar para si mesmos, para outras pessoas e para a Mãe Terra.

Joaquín Leguía

ALANA

Presidente
Ana Lucia Villela

Vice-presidentes
Alfredo Villela Filho
Marcos Nisti

CEO
Marcos Nisti

Diretora de Gestão de Pessoas e Recursos
Lilian Okada

INSTITUTO ALANA

Diretoras-executivas
Carolina Pasquali
Isabella Henriques

Conselho Inspirador
Ana Lucia Villela, Carolina Pasquali, Estela Renner,
Gisele Bündchen, Marcos Nisti, Mariana Oliva,
Patrícia Bündchen, Rafaela Bündchen e Rui Branquinho

Coordenação
Thaís Gordon

Colaboração
Laís Fleury
Mônica Passarinho Mesquita

Autoria do texto e concepção artística
Cristiane Velasco

Projeto gráfico, diagramação e ilustração
Fábio Frencl

Revisão
Regina Cury - Metatexto

Vozes
Cristiane Velasco
Gisele Bündchen
E as crianças Alice, Dora e Tomé

Música
Cristiane Velasco (tambor)
Fernando Bahia (arranjos, violão, udu, berimbau, voz e efeitos)

Captação, edição de som e mixagem, voz e efeitos
Guilherme Sapotone

Trilha inspirada em Canto de Trabalho
(Fazenda Grota Funda, Serrinha, BA - pesquisa Lydia Hortélio)
e Corrido de Capoeira (Comunicação Oral de Mestre Zé Baiano)

Acessibilidade
Mais Diferenças

APOIO

Comunicação
Belisa Rotondi
Helaine Gonçalves
Kleverson Gonçalves
Laura Leal
William Luz

Programa Criança e Natureza
Laís Fleury
Maria Isabel Amando de Barros

Administrativo e financeiro
Carlos Vieira Junior
Douglas de Barros
Keillane Feitosa

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TiNis: Terra das Crianças (capa do conto)
Guia para pequenos criadores de TiNis

Guia para pequenos criadores de TiNis

TiNi é um espaço de terra onde você cria natureza e é criada por ela.

Bastam 3 vasos ou meio metro quadrado de canteiro e lembrar que tudo o que é cultivado nela é bom para a natureza, para os outros e para você!

Nesse guia você terá todas as dicas para criar sua TiNi.

Clique para saber como começar a sua!

Instaserie

Junto de seus filhos, Gisele e outras famílias estão criando TiNis em suas casas e registrando pra gente ver tudo de pertinho!

Acompanhe essa inspiradora
jornada em família.

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Episódio #1
Em breve aqui o primeiro episódio da série.
Episódio #1

Em breve aqui o episódio 1.

Episódio #2

Em breve aqui o episódio 2.

Episódio #3

Em breve aqui o episódio 3.

Episódio #4

Em breve aqui o episódio 4.

Episódio #5

Em breve aqui o episódio 5.

Episódio #6

Em breve aqui o episódio 6.