VAMOS CRIAR VIDA COM NOSSAS TiNis

A partir de agora, você vai entender  o que é uma TiNi e como criá-la na sua casa:  um espaço verde para brincar, aprender e vivenciar a natureza.

Guia para pequenos criadores de TiNis

Guia para pequenos criadores de TiNis

TiNi é um espaço de terra onde a gente cria natureza e é criada por ela.

Bastam 3 vasos ou meio metro quadrado de canteiro e lembrar que tudo o que é cultivado nela é bom para a natureza, para os outros e para você!

Nesse guia você terá todas as dicas para criar sua TiNi.

Clique para saber como começar a sua!

TiNis – Terra das Crianças:
um conto pra sonharmos juntas e juntos.

Antes de criar sua TiNi, leia o conto e descubra o segredo que outras crianças já descobriram!

Basta clicar no botão LER e usar as setas para navegar pelo conto. Você também pode OUVIR, ou BAIXAR para ler sempre que quiser.

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O céu é rosa e sobre os morros: árvores, folhagens, flores e insetos. TiNis – Terra das Crianças está adornado com plantas.

Todo mundo merece sonhar e ter a experiência de contar e de ouvir histórias.

Desde sempre, quando ainda nem existia a contagem do tempo, já se contava histórias. Há quem diga que somos humanos justamente porque histórias contamos!

Só conseguimos manifestar aquilo que conseguimos imaginar.

Com o poder da imaginação criamos e recriamos histórias e ajudamos construir nossa realidade.

Com a sabedoria do coração sentimos histórias. O coração ri, chora, aconchega, arrepia, grita, paralisa, ama: transforma.

Brincando com nossas mãos, com nossos corpos, materializamos histórias!

Agora vocês vão escutar uma história que revela um segredo. Um segredo que é também um convite. Para a aventura de imaginar, sentir e criar uma TiNi: Terra das Crianças!

Gisele Bündchen

Era uma vez um reino distante, que talvez seja um lugar nem tão distante assim.

Era uma vez uma história que aconteceu muito tempo atrás, mas que bem poderia estar acontecendo neste instante.

Pois era uma vez e não era uma vez, será uma vez. E é, muitas vezes agora, a história de um buraco sem fundo.

Sim, porque bem no miolo do lugar onde nossa história começa, da noite para o dia, sem mais nem menos, surgiu um buraco.

Imenso. Escuro. Misterioso.

Sol amarelo no horizonte de um vilarejo entre montanhas. Cinco casinhas em semicírculo e no meio um grande buraco negro.
Duas crianças, uma cadeirante, na beira do buraco

As pessoas foram se aproximando, algumas mais ansiosas, outras bem cautelosas. Todas curiosas. Os adultos protegiam as crianças com medo de que despencassem, mas elas escapuliam querendo espiar quem morava lá dentro. Da borda do buraco, começaram a chamar:

- Tem alguém aí?
- Aí, aí, aí...
As crianças perguntavam e a voz do Eco respondia:
- Oi?
- Oi, oi, oi...
- Olá?
- Olá, olá, olá...

Alguém jogou uma pedrinha, mas ninguém conseguiu ouvir o barulho dela tocando o fundo. Jogaram outra e outra e mais outra. Nada. Até que, de repente, uma criança gritou:

- É um buraco sem fundo de acabou-se o mundo!

E todas as crianças começaram a pular e festejar e falar juntas, numa espécie de torcida organizada e contagiante:

- Buraco sem fundo
de acabou-se o mundo!
Buraco sem fundo
de acabou-se o mundo!

Rapidamente o segredo se espalhou, de boca em boca. Viralizou!
Até que a ponta do fio da história chegou aos portões do palácio das autoridades. E entrou. Imediatamente mandaram fechar o buraco. Sem dúvida alguma, aquele mistério tratava-se de uma terrível ameaça...

Um policial grita algo em direção do palácio das autoridades, que fica no alto de uma
montanha do vilarejo,

Pregaram tábuas para cobrir a boca do buraco. Acontece que, durante a noite, ele engoliu as tábuas e escancarou a goela!

Desesperados, taparam com ferro e cimento, mas o buraco abocanhou tudo na madrugada. Impossível calar o buraco!

Definitivamente, aquilo só podia ser obra de magia.

Um home vestindo blusa xadrez e boné, desce o morro correndo, carregando tábuas e pregos.

Então, interditaram com um muro e uma placa onde estava escrito: PERIGO. E o buraco engoliu o muro, com placa e tudo.

Mas a história não acaba aí.

O tempo passou pela garganta do buraco, exalando seu bafo de perigo.

O buraco está cercado por um muro de tijolinhos. Ao lado uma placa com uma exclamação.Um homem se aproxima com uma carriola.

Até que uma noite aconteceu o mistério dos mistérios: uma criança teve um sonho. E outra. E mais outra. Na verdade, todas as crianças daquele lugar tiveram o mesmo sonho. Vocês já acordaram dentro de um sonho?

Pois elas acordaram. E se encontraram naquele sonho onde, juntas, escutaram um canto:

Oí oí oí oí olá
Oí oí oí oí oí oí olá

É noite e algumas crianças despertam em suas camas enquanto outras flutuam com um
travesseiro.

O canto parecia sair de dentro do buraco sem fundo de acabou-se o mundo. Ou será que vinha da Lua cheia no céu que, como uma sábia avó, acalentava a Terra? Talvez fosse a música das estrelas...

A noite está estrelada e a lua, cheia no céu. Há três casas em frente ao buraco e notas musicais entre o buraco e o céu.

De repente, num piscar de olhos de estrela cadente, as crianças viram sair da cratera do umbigo da Lua um cipó prateado!

Aquele cordão veio desenrolando, descendo e enrolando, desenrolando, descendo e enrolando, assim como um ioiô. Imaginem só o que aconteceu: o umbigo de prata da Lua serpenteou, brincando, e entrou justamente na boca do buraco!

Um menino e uma menina veem o cordão branco que liga a lua ao buraco.

O cipó seguiu descendo por aquela fundura, durante um longo tempo, até que, por fim, começou a subir. Ou melhor, alguém veio subindo por ele! Era uma mulher.
De longe, as crianças acharam que ela tinha rosto de menina.

Foram se aproximando e viram que não, era rosto de moça. Quer dizer, olhando bem, era rosto de velha.

Chegaram ainda mais perto e vocês não vão acreditar: cada criança viu seu próprio rosto refletido ali. A face secreta daquela mulher era uma espécie de espelho mágico!

A mulher tem pele negra e pintada com desenhos brancos, usa vestimentas claras e aparece parcialmente entre as folhagens.
A mulher tem cabelos negros, em movimento, até o chão. Ela está cercada de flores coloridas.

E ela dançava, ventando num rodamoinho de folhas! Enraizada nas veias profundas da Terra, balançava entoando o mesmo canto da Lua. De sua boca saía uma revoada de borboletas!

Seus cabelos eram um vasto jardim de flores. Rosa, lírio, jasmim. Camélia, orquídea, violeta. Todas as flores que puderem imaginar estavam lá, nos fios de capim daquela cabeleira sem fim.

De seus olhos brotavam cristais, em um verdadeiro caleidoscópio de cores.

Dos braços dela pendiam frutas brilhantes e suculentas. Era coco, banana, abacaxi. Jabuticaba, amora, mexerica. Abacate, caju, buriti. A fruta que vocês imaginarem estava pendurada ali!

A mulher está de braços abertos e usa um cocar. Agora cercada de muitas frutas variadas,
além das flores coloridas.

E parece que nas costas da mulher muitos bichos se escondiam, porque algumas crianças viram onça, tartaruga, vagalume, sagui. Outras descobriram lobo, baleia, cobra, libélula.

Acharam papagaio, morcego, preguiça, piaba! Era só imaginar o bicho, pensar onde, e lá estava ele, brincando de esconde-esconde!

Entre libélulas, abelhas, vagalumes, um beija-flor e um papagaio, há uma onça e um lobo.
A mulher está cercada por animais na noite estrelada. Uma cobra se enrola em seus cabelos e o papagaio pousa em seu braço.

As crianças ficaram encantadas, de boca aberta, mais aberta que a boca do buraco.

Conforme a mulher dançava, tudo se entrelaçava! Era abelha bailando com girassol e maracujá, borboleta visitando margarida, beija-flor beijando hibisco, formiga carregando folha, jasmim-manga hospedando lagarta pintada, dente-de-leão pedindo carona ao vento, aranha tecendo véus de renda para a dançarina... Eram tantas coreografias!

No céu chove e o sol completa a metade da lua. A mulher está entre flores coloridas e de sua barriga sai uma onda de água.

E ela estava grávida. A cabaça redonda da sua barriga era um tambor d’água que tocava e jorrava, tocava e jorrava enquanto a fonte girava! Chovia, orvalhava. Aos poucos, na cadência do tambor, a roda dançante cirandeira foi clareando a noite inteira.

O Sol veio alegre como um pensamento bom, enquanto a Lua se despedia, doce como um sonho belo. Os dois se abraçaram na tenda do céu e, por um justo momento, suspenderam o tempo.

O Sol mirou lá embaixo a mulher que dançava, armou seu arco de fogo e lançou uma flecha luminosa que atingiu o coração dela!

A dançarina começou a gargalhar, alto e forte como um trovão. Cada gargalhada que soltava virava uma semente, e quando o ninho do seu coração ficou carregado de sementes, o dia raiou.

A mulher dança e três crianças a acompanham. Eles estão cercados de morros verdes e sob um céu rosa ensolarado.
Duas crianças procuram algo debaixo das camas e travesseiros de um quarto verde, cercado de plantas.

Em suas camas, as crianças bocejaram e se espreguiçaram abrindo os olhos. O canto da noite ainda ecoava, acompanhado por um despertador que tinha som de risada! E não parava.

Ho hi ho hi ho hi ho hi ho ha
Ho hi ho hi ho hi ho hi ho hi ho hi ho ha

Procura daqui, procura de lá!
A risadinha disparada! Até que cada criança encontrou, embaixo do seu travesseiro, uma semente risonha! Foi a coisa mais engraçada!

Ninguém entendeu como, mas da noite para o dia, sem mais nem menos, o buraco acordou coberto de terra. Uma terra fofa, úmida e acolhedora. Tinha minhoca, tatu-bolinha, centopeia.

Joaninha, besouro, gafanhoto. Uma verdadeira cama de folhas, com formigas, cogumelos e outros tantos seres minúsculos, aliados invisíveis...

O buraco agora está coberto por terra e há folhas e cogumelos. Uma joaninha voa sobre ele e há muitas plantas ao seu redor.

Ninguém entendeu a transformação do buraco, mas agora as crianças sabiam. Eram guardiãs daquela TiNi: terra de criar vida, de recriançar. Elas tinham recebido o convite do buraco profundo do coração do mundo. Era tempo de criar sementes!

Detalhe do buraco coberto de terra, com o gramado bem verde, uma joaninha e plantas ao redor.

Ania foi a primeira. De repente, a menina sentiu a semente rodopiar na palma da sua mão, assim feito um pião! Ela conseguia até escutar a risada da semente que estalava!

No mesmo instante, por puro contágio de alegria, as outras sementes começaram a pular e dar cambalhotas, fazendo cócegas na concha das mãos da meninada. Impossível dizer quem ria mais, se as crianças ou as sementes. Ania plantou, toda contente. E fez a Terra gargalhar também.

Ania é uma menina negra. O braço dela está esticado em direção ao buraco e segura uma semente na palma da mão.
Seis crianças estão em volta do buraco, uma segura um pá. O buraco está verde.

Inspiradas pelo movimento da menina, as crianças foram plantando, percebendo o contentamento da Natureza ao tocar a terra. Seguiram cuidando, dia após dia, sentindo a emoção borboletear na barriga! E continuaram sonhando, sempre, e cultivando a imaginação fértil.

Uma árvore frondosa e com frutos e outras variedades de plantas nasceram no buraco. As crianças estão em volta dele.

As crianças estavam felizes, pois sabiam que eram parte daquela TiNi. A Natureza estava feliz pois sabia que cresceria junto com aquelas crianças. Elas pertenciam à mesma família. Porque Natureza é tudo que existe e que não é artificial!

Sim. Era uma vez, muito tempo atrás e ao mesmo tempo agora, recém-nascida: a Terra das Crianças.

“Esta história ajuda a desenvolver, em meninas e meninos, a empatia ativa pela vida: a capacidade de contribuir para o bem comum, realizando ações diárias que geram bem-estar para si mesmos, para outras pessoas e para a Mãe Terra.“

Joaquín Leguía

ALANA

Presidente
Ana Lucia Villela

Vice-presidentes
Alfredo Villela Filho e Marcos Nisti

CEO
Marcos Nisti

Diretora de Gestão de Pessoas e Recursos
Lilian Okada

INSTITUTO ALANA

Diretoras-executivas
Carolina Pasquali e Isabella Henriques

Conselho Inspirador
Ana Lucia Villela, Carolina Pasquali, Estela Renner, Gisele Bündchen, Marcos Nisti, Mariana Oliva, Patrícia Bündchen, Rafaela Bündchen e Rui Branquinho

Coordenação
Thaís Gordon

Colaboração
Laís Fleury e Mônica Passarinho Mesquita

Autoria do texto e concepção artística
Cristiane Velasco

Projeto gráfico, diagramação e ilustração
Fábio Frencl

Vozes
Cristiane Velasco e Gisele Bündchen
E as crianças Alice, Dora e Tomé

Música
Cristiane Velasco (tambor) e Fernando Bahia (arranjos, violão, udu, berimbau, voz e efeitos)

Captação, edição de som e mixagem, voz e efeitos
Guilherme Sapotone

Trilha inspirada em Canto de Trabalho
(Fazenda Grota Funda, Serrinha, BA - pesquisa Lydia Hortélio) e Corrido de Capoeira (Comunicação Oral de Mestre Zé Baiano)

Revisão
Regina Cury - Metatexto

Acessibilidade
Mais Diferenças

APOIO

Comunicação
Belisa Rotondi, Helaine Gonçalves, Kleverson Gonçalves, Laura Leal e William Luz

Programa Criança e Natureza
Laís Fleury e Maria Isabel Amando de Barros

Administrativo e financeiro
Carlos Vieira Junior, Douglas de Barros e Keillane Feitosa

TiNis: Terra das Crianças (capa do conto)
TiNis: Terra das Crianças (capa do conto)

Instaserie

Junto de seus filhos, Gisele e outras famílias estão criando TiNis em suas casas e registrando pra gente ver tudo de pertinho!

Acompanhe essa inspiradora
jornada em família.

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Episódio 1 - EU E A NATUREZA

Gisele fala sobre sua infância, trajetória e traz reflexões sobre o momento que vivemos.

Episódio 1 - EU E A NATUREZA

Gisele fala sobre sua infância, trajetória e traz reflexões sobre o momento que vivemos.

Episódio 1 - EU E A NATUREZA

Gisele, de pés descalços, nos conta como a natureza pode ser medicina.

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Episódio 2 – HARMONIA

Em breve, aqui, o 2º episódio da série.

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Episódio 3 - TiNis

Em breve, aqui, o 3º episódio da série.

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Episódio 4 - APRENDENDO COM A VIDA

Em breve, aqui, o 4º episódio da série.

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Episódio 5 - O BURACO

Em breve, aqui, o 5º episódio da série.

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Episódio 6 - ARCO-ÍRIS

Em breve, aqui, o 6º episódio da série.

Em breve mais episódios